sábado, 22 de fevereiro de 2014

Cafajeste, a música.

Gente, coisa mais rara eu escutar rádio, embora goste de algumas rádios. Gosto de escutar música e dirigir, e no carro geralmente escuto músicas que tenho num pendrive. Outro dia, ao tirar o pendrive, o rádio sintonizou numa estação em que tocou a música a seguir. Escutei estarrecida. Por mais "Bach" que eu procure ouvir, de vez em quando é bom escutar o que toca aqui e agora. Pelo menos para comentar aqui no blog. Pelo menos para refletir sobre. Não adianta tentar se alienar, que de vez em quando a rádio simplesmente sintoniza e toca. Depois que escutei a música no rádio, a procurei no youtube para escutar mais. Queria ouvir a mocinha dizer de novo que adora um cafajeste. 

Analisando a letra da música, está claro que o cafajeste não é a única opção, é a opção. Há outros caras que chegam, e ela gosta mesmo é do cafajeste, do animal. E não esconde de ninguém. Transforma tudo numa canção de melodia duvidosa que emplaca na mídia, nas discotecas, nas festas, onde milhares de adolescentes, sem perceberem o que estão ouvindo, rebolam inocentemente. E depois estarão dando cria a animais e cafajestes. Sem moralismo barato, está bem. Cada uma faça o que quiser com sua vida. Ou a mídia faz o que quiser com a vida de cada um. Sei lá. Fato é que a mocinha que canta a música tem um muque e tanto. E não tem cara de que gosta de cafajeste, não. Está só ganhando muito dinheiro a custa de quem curte sua "arte".  


 

2 comentários:

Marcelino disse...

Em realidade, por conta dessas "pérolas" que são produzidas à mancheia todos os anos, a relação homem X mulher não tem mudado nada,e a dita revolução feminina da década de sessenta ficou parecendo um arquivo morto, uma coletânea de belas reportagens apenas. Ao olharmos como nossos jovens se relacionam, percebemos nitidamente isso: o desrespeito em relação às mulheres não parece ser algo fácil de se erradicar. Infelizmente.

Ana Lucia Franco disse...

E o desrespeito parte delas mesmas, ao cantarem um música dessas. Querem, em primeiro lugar, ganhar dinheiro, é certo, mas acabam difundindo um modelo que não é o padrão, embora exista.

Entre as pessoas que conheço, as mulheres que conheço, não é comum esse modelo de relação, por isso estranho quando escuto músicas assim ou vejo um ou outro exemplo distante. Imagino que, se a coisa chega, quer dar algum recado. Fico pensando qual, e não hesito em tecer algum comentário aqui no blog.

No mais, como respeitar o que não se respeita? Mulher, homem, o que for.

Pelo menos no ocidente, a mulheres caminharam um pouco na conquista de si mesmas, a coisa não está perdida, acredito nisso com muita fé.

Legal a visita, beijo.