domingo, 10 de agosto de 2014

Jorge Emil: o que há no âmago das palavras?

Do livro O olho itinerante a poesia do Jorge Emil:

Baile de Máscaras

A alma humana não vê beirada
nem boia nenhuma para apoiar-se

Solta na bruma, no espaço nubloso,
no mar de sargaços revoltos de espuma.

Foge o tempo, num átimo foge o
braço que transportava o relógio.

Cada minuto afoga um disfarce.
Ninguém chega ao ponto de conhecer-se.