quinta-feira, 13 de junho de 2013

Inverno..



não sei onde a brasa -
sempre -  
     a chama atemporal
           do mistério

inverno nas árvores
        nos frutos
        nos cinzas

nas esperas nos silêncios
e se expande num eco
     de madrugada sazonal

não sei onde o fulgor
   de alguma luz perene
   contradita o tempo
      impermanente
   de corpos 
      impermanentes


num campo
de miragens. 

Ana Lúcia Franco, 2013

3 comentários:

António Eduardo Lico disse...

Bela poesia.

Ana Lucia Franco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Lucia Franco disse...

António, obrigada..