sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Matéria escura






à noite, corujas encima
dos muros, em ruas sem
iluminação, espiam invisíveis
a matéria escura do universo


noite, palmo a palmo,
feita de lapsos
e nada se sabe
com certeza

matéria escura
útero de sonhos


(luz - talvez -
mais um sonho)

e corujas espiam
grilos insistentes
enquanto, fibra a fibra,
o mundo se regenera.

Ana Lúcia Franco, 2011



6 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Lindos poemas! Que venha logo a primavera!!!! E o livro!
Hoje você esta na FOTO do PERFIL do Varal, primeiro passo para vir ser uma das minhas Vítimas da Quinta...srsrs
bjs

Marcelino disse...

Gostei muito dos textos, em especial do Matéria escura, por ter um tom descritivo, pictórico mesmo, mas sem abstracionismo: o leitor consegue interagir com a situação evocada no texto numa boa; há na última estrofe, porém, uma passagem que talvez deva ser revista, digo talvez pois pode ser q eu não tenha alcançado teu desiderato ao escrever:"enquanto fibra a fibra

do mundo se regenera". penso q seria: " enquanto fibra a fibra/ o mundo se regenera", ou seja o mundo se refazendo fibra por fibra.

Ana Lucia Franco disse...

Eduardo, nossa, é mesmo? Espiei as caricaturas, são ótimas..

Ana Lucia Franco disse...

Marcelino, obrigada pelas observações, muito boas, vou fazer a alteração sugerida por você, acho que fica melhor..

Nina Pilar disse...

Adorei seu blog, amo Brasília, os poemas são lindo, sinto muita saudades do céu e de todos que deixei... é ótimo encontrar um ambiente que aproxima-me mais da minha cidade.

beijo e abraços

Ana Lucia Franco disse...

Oi Nina, pois bem vinda!